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Quantos likes essas tops merecem?

“Não saio da cama por menos de 10 mil dólares por dia”. Essa célebre frase de Linda Evangelista foi o símbolo de uma geração conhecida como “supermodelos”, que marcou as décadas de 80 e 90 no mundo da moda.

  • por em 10 de dezembro de 2015

“Não saio da cama por menos de 10 mil dólares por dia”. Essa célebre frase de Linda Evangelista foi o símbolo de uma geração conhecida como “supermodelos”, que marcou as décadas de 80 e 90 no mundo da moda.

Além de Linda, Claudia Schiffer, Cindy Crawford, Kate Moss, Naomi Campbell e Christy Turlington foram mais do que ícones de beleza: foram as primeiras modelos a alcançarem o status de celebridades mundiais, equiparadas a atrizes de cinemas.

O “Big six”, como foi chamado o time das modelos mais requisitadas da história, ultrapassou as passarelas e capas de revistas de moda e passou a marcar presença em programas de televisão, assinar linhas de produtos, namorar rock stars e astros de Hollywood, tudo isso regado, claramente, a milhões de dólares.

O sucesso foi tamanho que Claudia Schiffer chegou a declarar que o mundo não veria mais supermodelos como a da geração de 90, com exceção de uma certa brasileira que não só chegou ao posto, como se tornou “uber”. Afinal, Gisele é Gisele! (Quer conhecer Gisele? Saiba como!).

Mas parece que Schiffer não estava tão certa assim. Isso porque a década de 2010, especialmente este ano, tem nos mostrado uma nova categoria, conhecida como “modelos celebridades”. Elas são lindas, têm corpos esculturais, são amigas dos principais estilistas do mundo… Até aí, nenhuma novidade, não é mesmo? Mas essa nova geração conta com um diferencial até então não visto: são verdadeiros fenômenos nas redes sociais.

A maior representante deste novo time intitulado ‘insta girls” é a modelo Kendall Jenner. Com quase 40 milhões seguidores no Instagram, Kendall vem de uma família que sabe, como nenhuma outra, transformar likes em centenas de milhares de dólares. Tamanha fama do clã Kardashian faz com que muitos coloquem em questão a ascensão da modelo, que em pouco tempo de carreira se tornou a nova queridinha da Chanel e é a estrela da campanha da badalada coleção da H&M com a Balmain. Será que Kendall chegaria onde está se já não fosse famosa e bem relacionada?

Seguida pela irmã de Kim Kardashian, a polêmica Cara Delevigne é outro sucesso nas redes. São cerca de 22 milhões de seguidores que acompanham a vida da modelo e sua relação com os amigos da moda, através de postagens irreverentes, principal marca da top. E outro ponto em comum que Cara tem com Kendall é o fato de também vir de uma família rica e já conhecida no mundo fashion. Pode parecer apenas uma coincidência, mas as duas não são casos isolados quando se trata de tops que já nascem potenciais influencers (e temos mais um exemplo disso!).

Para quem está se perguntando de que forma esses números influencia na carreira, há marcas que estão contratando modelos para suas campanhas de acordo com o número de seguidores. Isso porque uma postagem dessas profissionais em seus perfis já é garantia de divulgação e mídia instantâneas.

Recentemente, a modelo Gigi Hadid (7,5 milhões de seguidores), que também vem de família abastada e que circula no meio, postou uma imagem da campanha de verão da marca brasileira Rosa Chá. O resultado foi nada menos do que 405.156 curtidas. Questionada pelo site FFW sobre esse fenômeno recente, a modelo comentou: “Nós temos números incríveis em nossos perfis no Instagram e obviamente as mídias sociais estão nos ajudando e mudando a maneira como os clientes nos contratam e a percepção da imprensa sobre o nosso trabalho. Quem e como nós alcançamos é algo interessante e que faz com que as mais diversas marcas se interessem”.

E, logicamente, quando se fala de Kendall Jenner esses números chegam a triplicar! Uma postagem de sua campanha para a Calvin Klein rendeu mais de 1,3 milhão de curtidas e mais de 40 mil comentários. É ou não é de se impressionar?

Em entrevista recente para Vogue, a modelo da Victoria Secrets, Blanca Padilla, expôs o incômodo que essa nova geração tem causado no meio: “A maioria das modelos tem que se conformar com medidas corporais extremas porque, caso contrário, não conseguiremos nenhum trabalho – enquanto outras têm o privilégio de dizer que os estilistas as amam apesar de suas curvas. E por que eles as amam? Talvez os milhões de seguidores no Instagram tenham algo a ver com isso!”, disse.

Essa, sem dúvida, é uma nova questão para se analisar na moda e só daqui um tempo poderemos ver, de fato, o impacto que esses fenômenos irão causar. É algo que veio para ficar ou só mais uma moda de temporada? Fato é que elas já marcaram essa geração fashion, ainda que jamais venham a ser as “supermodelos” que escreveram seus nomes na “calçada da fama” mundial.

 Fotos: Reprodução Internet e Instagram

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Categorias:
ComportamentoModa
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