Vamos continuar falando dos encantos da Itália? Depois de passar por Roma (relembre aqui), chegou a vez de descobrir o Vaticano, país que impressiona por vários motivos. Além de ser o menor do mundo, com apenas 0,44 Km² de extensão e cerca de 800 habitantes, este enclave detém um dos maiores acervos artísticos e culturais do mundo. Por isso, independentemente da sua crença, é um local que merece ser visitado.

O que você tem que conhecer

Os museus do Vaticano são deslumbrantes, apesar de caminharmos como pingüins pelos seus corredores e ter a sensação de estar na Torre de Babel.

Para começar, visite os Museus da Antiguidade. Eles são formados pela união de quatro complexos diferentes. O chamado Museo Gregoriano Egizio, que expõe a maior coleção de arte clássica existente (sarcófagos, múmias, utensílios egípcios); Museo Pio Clementino, composto por relíquias gregas e romanas; Museo Chiaramonti, repleto de esculturas magníficas; e o maior de todos, composto por nove salas, o Museo Gregoriano Etrusco, que detém grande acervo arqueológico encontrado nas necrópoles etruscas. É um mergulho profundo na história!

Em seguida, vá até a Pinacoteca Vaticana conhecer os conjuntos pictóricos da era primitiva que estão espalhados em 15 salas e, depois, visite a Galleria degli Arazzi e a Galleria dele Carte Geografiche. Na primeira, você encontrará dez tapeçarias estampadas com cenas incríveis e, na segunda, pinturas italianas belíssimas, expostas em um corredor que tem 100 metros de extensão.

Após a longa caminhada, chega-se à Stanze di Rafaello, antigo apartamento do Papa Julio II, adornado com afrescos do artista Rafael. Logo depois, vem a Stanza dela Segnatura, composta por obras relativas à teologia, filosofia, poesia e justiça. É surpreendente estar tão perto de um lugar tão íntimo de um Pontífice.

Por fim, você chegará ao local mais esperado: a Capella Sistina. Os afrescos, feitos em grande parte por Michelangelo, adornam todo o local (paredes e teto), e emocionam desde os mais leigos à arte até os mais conhecedores. É uma visita obrigatória! Os turistas não podem tirar fotos e devem evitar conversar. Isso porque o local ainda é sede de cerimônias solenes da Igreja Católica, tido como um lugar sagrado.

Para fechar o tour com “chave de ouro”, vá até a Basílica de São Pedro, a maior construção do Vaticano e a maior construção sacra do mundo. Localizada na Praça de São Pedro, a igreja abriga o sepulcro do apóstolo Pedro, bem como uma estátua em sua homenagem. Em seu interior há também grandes relíquias históricas e artísticas, como a tumba de vários papas (incluindo a de João Paulo II), e a escultura mais conhecida de Michelangelo, a Pietà.

Ao sair da Basílica você estará na Praça de São Pedro, obra realizada por Bernini. O mais interessante desta construção é o alinhamento perfeito das colunas laterais que circundam o local. No centro da praça há um obelisco egípcio, ladeado por duas fontes super charmosas. Aproveite o visual e faça fotos incríveis!

Atenção

Tenha cuidado com o que vai vestir quando for visitar o Vaticano. Não é permitida a entrada de pessoas com roupas curtas e/ou decotadas, seja nos Museus ou na Basílica de São Pedro. Ou seja: nada de shorts, saia, bermuda, camiseta regata ou blusa de alcinha.

Dicas

Separe uma manhã ou uma tarde inteira para conhecer o Vaticano. Estima-se que a visita dure cerca de cinco horas. Não dá para fazer um passeio como esse com pressa, né?

Há um posto de informações turísticas na Praça de São Pedro que fica aberto diariamente, com exceção aos domingos. Lá você pode se orientar sobre as visitas guiadas aos Jardins do Vaticano, bem como os dias e horários que acontecem as audiências públicas do Papa.

Os museus abrem de segunda a sábado, de 8h45 às 12h20. Mas, entre março e outubro, o horário de fechamento é às 15h20. Todo último domingo do mês o acesso aos museus é gratuito. Essa é uma super dica!

Como dizem por aí: não dá para ir ao Vaticano e não ver o Papa. Tente se programar para assisti-lo!

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