Não se falou em outra coisa nesse início de semana: o último príncipe inglês solteiro irá casar. Moças de todo o mundo, que ainda tinham esperança de serem “titias” de George e Charlotte, podem oficialmente desistir. O cobiçado Harry foi conquistado de vez e por uma futura princesa que combina – e muito – com os tempos atuais.

Logo que assumiram a relação, Meghan Markle ganhou os holofotes de todo o mundo. Embora seja uma atriz acostumada com a fama, ela era mais conhecida por quem acompanha a série da qual faz parte (até o momento), chamada Suits – (parênteses importante: se não viu ainda, veja, por motivos de: Harvey Specter). Mas é claro que nada se compara ao interesse mundial que essa nova posição acarreta.

E não é de hoje que a realeza e Hollywood se unem em uma história de amor. Como esquecer de Grace Kelly, a princesa de Mônaco? Meghan que se prepare, pois comparações entre as duas e, claro, à sua sogra Lady Di, não faltarão.

Essas são duas comparações pesadas para qualquer plebeia e chega a ser injusta essa expectativa, no entanto, não há como negar que Meghan tem muito potencial para trazer um novo ar à família real. Digo mais: aposto alto que começará uma nova era transformadora para os Windsor.

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Mas o que faz Meghan ser tão especial?

Quem se deparou com notícias sobre o noivado deve ter percebido que dois adjetivos costumam vir acompanhados do nome da atriz: “divorciada” e “feminista”. Ora, mas isso é algo tão espetacular assim nos dias de hoje? Bem, para uma das famílias mais tradicionais e conservadoras do mundo, é sim!

Vejam bem: a família real britânica é, na sua essência, machista. Prova disso é que, apenas com o casamento do príncipe William com Kate Middleton, a rainha assinou um decreto que dizia que o bebê entraria na linha de sucessão ao trono, sendo menino ou menina. Até então, a coroa pertenceria apenas ao primeiro filho homem do casal. Estamos falando de 2011.

Quanto ao divórcio, foi justamente graças a uma paixão entre um rei e uma divorciada que a rainha Elizabeth foi coroada. Isso porque o seu tio, Eduardo VIII, então rei da Inglaterra, abdicou do trono para se casar com a plebeia americana, que era duas vezes divorciada, Wallis Warfield Simpson. Com isso, o pai de Elizabeth assumiu o trono e, com sua morte, já sabemos o que aconteceu.

Chegamos em 2017 e temos um príncipe completamente rendido à uma atriz americana, de raízes negras (a primeira a entrar nessa família), divorciada e feminista. E mais. Muito mais! Meghan ainda tem um site, chamado The Tig, focado em bem-estar, possui o título de embaixadora global da World Vision Canada e, para completar, é embaixadora da ONU para assuntos em prol da igualdade de gênero e empoderamento feminino.

Em um discurso inspirador feito no evento UN Women, Meghan contou uma história de como se descobriu feminista, ainda na infância. Aos 11 anos de idade, ela conseguiu fazer com que um fabricante de detergente para louça modificasse um anúncio que insinuava que o lugar da mulher é na cozinha, depois de escrever uma carta para a então primeira-dama Hillary Clinton.

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O vídeo, que vale a pena ser assistido (clique aqui), mostra uma atriz confiante, carismática e que sabe do que está falando. Mas mais do que isso: exibe uma mulher preocupada com a mudança e lutando para fazer parte dela. E é por isso que acredito que Meghan chega com uma postura diferente de Kate e de qualquer outra plebeia que já entrou na Casa dos Windsor. Ela chega para mostrar que tem voz ativa e sabe que o lugar da mulher é onde ela quiser, seja na família real, em Hollywood, em uma conferência da ONU, na África ou em qualquer canto do mundo.

Que essa sua voz possa ser mantida no Palácio de Kensington e ecoada em todo o planeta. E que a rainha diga “amém”!

Crédito fotos: Chris Jackson

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