A mais icônica vilã da Disney não é quem você pensa que é. Calma, a gente explica. Todo mundo já viu o clássico “A Bela Adormecida” pelo menos uma vez na vida, né? A obra, que foi lançada originalmente em 1959, traz muito mais do que uma princesa que recebe uma maldição, espeta o dedo em uma roda de fiar, dorme e acorda com o beijo do príncipe. Na trama, existe Malévola, a “bruxa má” responsável por tal desventura (a de furar o dedo e adormecer, que fique claro – a parte do príncipe a gente adora!).

E é a história não contada sobre Malévola que resultou no enredo do filme homônimo, um dos mais aguardados do ano e que já está em cartaz em todo o país. A boa notícia da vez é que ela não é tão malvada como todo mundo achava. E o longa conta exatamente este mistério.

Quem interpreta Malévola é a exuberante Angelina Jolie. E para dar vida à personagem, a atriz recebeu um figurino minuciosamente pensando, com fortes referências ao desenho original. A responsável por recriar os trajes da “falsa malvada” foi Anna B. Sheppard, figurinista baseada em Londres e conhecida pelo trabalho em “A Lista de Schindler” e “O Pianista”, ambos indicados ao Oscar.

Para o figurino do filme, Sheppard começou seu processo com uma pesquisa que a guiou do século 15 até o período da Renascença, com artes da França e Itália, incluindo pinturas, desenhos e esculturas. E para criar a versão atual de Malévola, a figurinista conta que “os trajes evoluíram de cores musgosas e tecidos esvoaçantes para se tornarem mais escuros e com formas esculturais, com tecidos bem mais pesados e muito volume”.

Além das roupas, o figurino de Malévola ainda conta com acessórios e outras intervenções, como os chifres e o contorno facial da atriz, elementos indispensáveis para criar o visual da personagem. Assim, o maquiador de efeitos especiais Rick Baker (ele já ganhou o Oscar sete vezes!), entrou em ação e ficou responsável pelo processo. Baker criou bochechas, um nariz e orelhas de silicone e gel para Jolie.

O curioso é que as bochechas de Malévola, que parecem bem proeminentes no filme, na verdade são acessórios bem pequenos. “Eles têm menos de 0,6 cm nos pontos mais grossos e só uns 1,3 cm de largura. Eles se encaixam no topo das maçãs do rosto”, explica o maquiador. Outro acessório interessante são as lentes de contato, que foram pintadas à mão para alcançar o efeito desejado. E para completar, Baker criou os chifres, que são leves e finos, desenvolvidos em resina de uretano.

Quando pensamos em um figurino tão elaborado assim, nem imaginamos a quantidade de pessoas envolvidas. Mas, além da figurinista e do maquiador, outros profissionais também foram convocados. Como é o caso de Justin Smith, o chapeleiro responsável por desenhar a cobertura dos chifres e de todos os outros adereços de cabeça de Malévola. O resultado? Adornos em pele de cobra, couro bem fino e pele de peixe. Smith criou seis diferentes adereços de cabeça que correspondem às estações e cenas específicas da malvada.

Destaque para o adorno do verão, que é uma pele de cobra enrolada na cabeça, e para o enfeite do dia do batizado, que é um turbante de couro, com espinhos cobertos também com couro.

E o visual de Malévola se completa com joias e golas desenhadas por Manuel Albarran. Broches, pulseiras e peças de ombro também foram exploradas, todas desenvolvidas com detalhes de penas, peles e ossos. Uma super produção, que mexe com o imaginário de todos que amam o conto da “Bela Adormecida”.

Alguém aqui já viu o filme? Conte nos comentários o que você achou da história e do figurino!

10 Respostas para “O figurino de Malévola”

  1. Adriana Sanches

    Eu vi o filme e adorei. Realmente o figurino é incrível e a atriz ficou “super poderosa” nele. Os cenários são lindos e a história do filme foi convincente e bonita. É uma boa opção para crianças e adultos.

Deixe uma Resposta

Mais sobre 'Cultura / Radar'