O dia ontem foi tumultuado no Parque Villa Lobos. O desfile da Colcci era o último da programação e estava marcado para às 20h30. Mas, por volta de 17h a estrutura do SPFW já estava transformada em função da maior übermodel de todos os tempos. A porta do backstage, onde Gisele seria fotografada logo mais, foi fechada horas antes do momento de liberar a entrada dos fotógrafos. Até a ida ao banheiro havia sido prejudicada, já que ele estava ao lado da porta dos bastidores.

Enquanto alguns fotógrafos ávidos por uma imagem histórica de Gisele Bündchen se espremiam para clicá-la antes do desfile, outros faziam fila para o PIT, o lugar onde eles ficam durante o fashion show. Era difícil contar quantos profissionais estavam ali. Com câmeras super potentes e adereços (escadas e banquinhos de todos os tamanhos fazem parte desta lista) que prometiam ajudar a garantir o click perfeito, todos tomavam um chá de cadeira. Afinal, era importante garantir o melhor lugar na hora do show.

É impressionante como Gisele é capaz de despertar os mais distintos sentimentos nas pessoas. Mas, uma emoção era comum: euforia! Até quem já está acostumado a ver sua performance ao vivo festejava o fato de ter a chance de, mais uma vez, apreciá-la na passarela. Gisele é Gisele…

E quem não tinha um convite garantido, ainda tinha esperança de conseguir um no último minuto, no balcão de check in, que fica do lado de fora da sala. Mas, como já era de se esperar, a resposta foi negativa. Estranho o fato de que vários jornalistas tiveram o pedido negado (a sala de imprensa estava bem cheia na hora do show). Estranho porque, faltando menos de 5 minutos para começar, os assessores responsáveis pela entrega dos convites entraram para a sala com a mão lotaaada de envelopes – cheios! Mas, ok. Não iremos entrar neste mérito aqui.

Depois de muito empurra-empurra para entrar na apresentação (vocês não imaginam a multidão do lado de fora da sala!), o público se aquietou. A luz apagou, todos estavam assentados e o show iria começar. E, de repente, ela surgiu. As pessoas gritavam e aplaudiam animadíssimas (isso não é nem um pouco comum em um desfile) e na sala de imprensa todos os jornalistas que estavam lá correram para a televisão e ficaram ali mesmo, em pé, assistindo a top esbanjar talento. E bota talento nisso, viu? É muita beleza, muita ousadia, muita simpatia, muita personalidade… e elogios não faltam.

Como diz Tati Barros, até os fashionistas mais azedos deixaram de lado o ar blasé e se renderam ao “efeito Gisele”. E temos dito: ela contagiou a todos. Depois dela até entraram outros modelos, mas ninguém causou nem 1/3 da mesma agitação que Gisele provoca.

E para fechar o desfile, Gi fez sua segunda entrada. E enquanto caminhava pela catwalk ela mostrava porque é aclamada. Seguiu com atitude, fez posse para o PIT e saiu com um sorriso enorme. No meio da passarela ela abaixou a cabeça e fez um sinal de agradecimento e devoção. Mesmo com tanta experiência Gisele ainda é capaz de se emocionar com o carinho do público.

Após a fila final, Bündchen apareceu novamente, desta vez, ao lado dos estilistas da marca. E o público vibrava. Um fã mandou um chapéu para ela. E ela aceitou e na hora colocou na cabeça. Outro fã entregou um papel bem grande, parecia que tinha um desenho ou algo assim, ela agradeceu e continuou andando levemente, mandando tchauzinhos e sorrindo até. Gisele deve ter chegado aos bastidores com um sentimento bom, com sensação de dever cumprido – com louvor, claro.

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