“Um museu a céu aberto”. Comumente essa é a definição que se escuta sobre a charmosa Firenze, na Itália. E não precisa de muito mais que alguns minutos na cidade para entender – e fazer coro – a essa frase que já se tornou um clichê, mas que verdadeiramente resume essa encantadora terra.

Além das construções que exalam história e incontáveis museus, por toda Firenze se encontram reproduções de icônicas obras de arte. E é na Piazza Della Signora que essa característica se encontra ainda mais intensificada. Por lá, turistas se aglomeram para registrar seus selfies com a imponente réplica de David de Michellangelo e outros impressionantes monumentos.

E a capital da Toscana é também o berço dos mais representativos nomes da moda italiana e mundial, como Emilio Pucci, Salvatore Ferragamo, Roberto Cavalli e Guccio Gucci. Por isso, não é de se admirar que em Firenze a moda também se torne peça de museu. E é a própria Piazza Della Signora que abriga um dos mais importantes museus de moda da Itália: o Gucci Museo.

Verdadeira parada obrigatória para os amantes da moda, o espaço, que foi inaugurado em 2011 quando a grife completou 90 anos, está localizado no histórico Palazzo della Mercanzia. Concebido pela diretora criativa da marca, Frida Giannini, o museu reúne “os momentos mais importantes da história da marca, fornecendo relatos da sua origem, evolução e influência cultural”, como resumiu a própria Giannini, na época da inauguração.

Em um passeio pelos três andares, distribuídos em dois mil metros quadrados, de fato encontramos os elementos que ajudam a contar a trajetória de uma das mais representativas marcas de luxo do mundo e intrinsecamente parte da história da cultura ocidental.

A viagem se inicia justamente com as primeiras coleções de malas desenvolvidas por Guccio Gucci, inspiradas pela época em que trabalhou como ascensorista no Savoy Hotel, em Londres. O acervo passa ainda pelo carro Gucci, um modelo inteiramente personalizado pela marca, a linha esportiva e, claro, uma seleção de roupas, bolsas e acessórios significativos para a história da grife e da moda.

E duas salas merecem atenção especial: a primeira é reservada a exibições de filmes que a Gucci recuperou em parceria com a Martin Scorsese’s The Film Foundation, além de documentários da Gucci Tribeca Documentary Fund e longas que contaram com figurinos da grife. A segunda, talvez a mais impressionante, exibe vestidos que são traduções do luxo e glamour, usados por estrelas de Hollywood. Entre os que fazem os olhos brilharem estão o longo bordado, com decote profundo nas costas, usado por Blake Lively na campanha do perfume Premiére e o modelo esvoaçante usado por Jessica Chastain, em Cannes.

Para encerrar essa fascinante visita fashion, o museu abriga ainda uma livraria, onde se podem encontrar obras sobre arte, moda, arquitetura e fotografia. E mais! Há ainda a loja Gucci, onde é possível arrematar modelos exclusivos da marca, vendidos unicamente ali. Para quem não reservou tantos euros para esses caros souvenires, a dica é relaxar no Caffé Gucci, um aconchegante espaço que pode ser apreciado até mesmo por quem não queira visitar o museu.  Mas fica a sugestão: deixe o cafezinho como um brinde final! Afinal, vale – muito – incluir em seu próximo roteiro uma imersão completa ao mundo Gucci!

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