Simplicidade, esmero, competência e esforço são palavras de ordem quando analisamos a trajetória profissional de Bruno Cândido, talentoso beauty artist mineiro , que a cada dia conquista mais seu espaço. Com vocação indiscutível e muita coisa para contar, o maquiador nos recebeu em sua casa, onde tivemos um bate papo gostoso e também admiramos a Serra do Curral, vista exclusiva e permanente de sua linda residência, onde também é seu ateliê.

Começamos a falar do passado, onde tudo começou. E depois de saber da história deste grande profissional nós garantimos: para tudo na vida é preciso esforço e Bruno é um grande exemplo disso. O jovem, que começou como “ajudante faz tudo” em salão, hoje é referência.

Como ele analisa a sua própria trajetória? “Eu fui aprendendo a receita de como fazer moda em Belo Horizonte. Quando comecei, já havia grandes profissionais, que me deram oportunidade de aprender. Hoje eu sou a soma de variados personagens talentosos que passaram pela minha vida, mas a minha garra de querer sempre mais também foi essencial. Aprendi até de luz com fotógrafos!”.

Belezas assinadas por Bruno Cândido

Em meio à conversa gostosa, uma reflexão interessante. Bruno fez uma curiosa distinção: “existe o artista e o profissional de moda. O primeiro tem a técnica e evolui dentro disso, mas quem está na moda precisa estar em constante evolução e reciclagem, já que sempre surgem novos produtos, texturas e tendências – me considero neste segundo grupo”, ele constata.

Voltando no tempo, descobrimos que o início de sua carreira foi em 2008. Seu primeiro contato com a beleza foi em um salão, que na época se chamava “Espetáculo” e ficava no centro da cidade. “Eu sempre fiz trabalho pesado e, de uma hora pra outra, resolvi mudar o rumo da minha vida. Decidi trabalhar em salão, onde me ofereci para fazer qualquer coisa”. Lá, Bruno conheceu algumas modelos. Nesses contatos ele teve a oportunidade de ver books e descobrir a sua paixão: moda.

Um profissional que merece destaque na história de Bruno é o fotógrafo Elimar Coelho, que hoje mora em Nova York. Ele fazia as fotos dos books das modelos e deu uma chance para o jovem maquiador, que começou como auxiliar na maquiagem, mas sem saber nada! “Fui aprendendo na prática”, ele completa.

Logo apareceu a oportunidade de ir trabalhar com a conhecida Dagmar, no “Delavi”. Ele foi assistente dela e do Ronnie Peterson, outro grande nome no make. Entre sua passagem pelo Espetáculo e o Delavi se passaram dois anos. “Depois de três anos na Dag eu senti que precisava ter meu espaço. Nessa época eu era iniciante na maquiagem e fazia escova, mas queria continuar desenvolvendo. Foi aí que montei um salão pequeno, o Estúdio B, que ficava na Savassi. Foi logo quando o Ronnie mudou para São Paulo”.

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